Durante o Conahp 2019, presidente do CBEXs esteve como moderador de palestra que abordou tecnologia como maior aliada na entrega de valor em saúde

11
Dez
2019

Tendências para geração de valor em saúde

Por: Marketing CBEXs

Durante o Conahp 2019, presidente do CBEXs esteve como moderador de palestra que abordou tecnologia como maior aliada na entrega de valor em saúde

Tem-se cada vez mais a humanização presente no contexto da saúde. Abordar e investir para que esse atendimento propicie melhor experiência dos pacientes é condição fundamental para acompanhar as mudanças que permeiam o universo médico e das instituições de saúde. Sustentabilidade financeira do sistema, a entrada de uma nova indústria no mercado, como empresas de Tecnologia da Informação e as inovações advindas da era das startups, caracterizam a realidade pela busca em gerar valor em saúde.

Saúde baseada na entrega de valor foi o tema do 6º Congresso Nacional de Hospitais Privados – Conahp 2019, realizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), durante os dias 26, 27 e 28 de novembro, em São Paulo. O evento debateu perspectivas além das questões econômicas para oferecer um sistema mais humanizado e eficiente para o paciente, assim como a busca de como garantir que um maior número de pessoas acesse um plano de saúde e que os hospitais e prestadores tenham maior capacidade de investimento e incorporação tecnológica.

O presidente do Conselho de Administração do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs), Francisco Balestrin, foi convidado para moderar os debates durante a plenária sobre experiência do paciente. “Como a tecnologia tem sido utilizada no mundo para melhorar o engajamento e a experiência do paciente” teve como expositor o médico, vice-diretor geral e diretor de informações do centro médico da Rush University, em Chicago, nos Estados Unidos, Shafiq Rab.

Tecnologia e acessibilidade

De acordo com Balestrin, os hospitais do futuro são hospitais organizados em rede, que alcançam o paciente fora de seu ambiente, principalmente em casa, no trabalho e no cotidiano, usando aplicativos. “Também são hospitais especializados, nos quais os profissionais estão focados não somente nos pacientes, mas também no desenvolvimento de novas tecnologias e novos processos. E são instituições que têm o que chamamos de estruturas abertas: acessíveis para a sociedade como um todo, para o desenvolvimento científico e educacional”, diz o presidente do CBEXs.

O cuidado dos indivíduos com excelência seguirá sendo o foco principal dos hospitais, no entanto as instituições sofrerão com a disrupção de novas tecnologias e novos espaços de ação, além dos pacientes terem maior poder de escolha. Telemedicina e telemonitoramento serão atividades cada vez mais presentes.

“O hospital atuará cada vez mais como centro especializado provendo serviços complexos. Ele continuará atuando como o provedor de serviços para pacientes agudos em uma determinada comunidade. As pessoas querem hoje um atendimento para elas, um medicamento para elas, especial para elas. Não é mais como nós estamos acostumados, com um medicamento que serve para toda a população”, explicou Balestrin.

Integração

Rab foi categórico ao dizer que a tecnologia é a única salvação financeira e operacional do sistema de saúde privado. Segundo ele, a integração entre os equipamentos médicos e a conectividade da internet é essencial para saúde financeira das instituições e a saúde do paciente.

Monitorar pacientes em tempo real mesmo que eles estejam em suas casas ou a caminho do hospital, receber dados e conseguir um diagnóstico que pode salvar vidas antes mesmo dele chegar à porta do pronto socorro. Essa já é uma realidade de alguns hospitais, a exemplo do centro dirigido por Rab nos Estados Unidos, gerando redução de custos de atendimento e aumentado o valor de entrega para pacientes.

“O que fizemos foi usar a inteligência artificial para alimentar com dados dos pacientes nossos sistemas. A partir da tecnologia das coisas (IoT) aliada ao machine learning, conseguimos ter uma previsibilidade enorme sobre nossos pacientes antes mesmo deles apresentarem qualquer doença”, explicou Rab.

Rab falou que no Brasil, o único impeditivo é temporário. Para que o sistema funcione, há a necessidade de conexões rápidas para o envio de exames e dados em tempo real, além da adaptação de equipamentos de exames para a conectividade (IoT). A previsão é que o sistema de 5G para celulares esteja implantado no país em cerca de seis meses.

Desafios

Segundo Balestrin, o primeiro desafio da medicina atual é o acesso. Precisa-se permitir que a pessoa chegue ao sistema de saúde. Uma vez que isso acontece, que seja um atendimento em um ambiente adequado, do ponto de vista de tecnologia, formação do médico, atenção e organização. Tendo o atendimento, que seja em um ambiente de qualidade e segurança assistencial. Muitas vezes, proporcionar um acesso e um atendimento sem condições básicas é irresponsável. Não adianta disponibilizar um atendimento sem que se possa garantir a segurança dele.