10
Ago
2020

Equilíbrio entre saúde e economia é desafio para a retomada

Por: CBEXs

Secretários da Casa Civil do Paraná e de Desenvolvimento Econômico de São Paulo debateram os caminhos para o retorno das atividades

Para debater saúde e segurança na retomada do desenvolvimento econômico, o Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde – CBEXs convidou dois gestores públicos, cujos trabalhos têm se destacado durante a pandemia do novo coronavírus: de um lado, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo, Patricia Ellen; e do outro, o secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Guto Silva. A mediação foi do presidente do Chapter Paraná do CBEXs, Claudio Lubascher. Mais de 300 pessoas acompanharam a conferência no último dia 29 de julho, que teve a abertura realizada pelo presidente do Conselho de Administração do CBEXs, Francisco Balestrin.

“Participam hoje duas personalidades que têm a minha admiração. Jovens secretários, pessoas que se dedicam à causa pública, a nova estirpe de gestores públicos de que precisamos no nosso país. Profissionais com boa formação, com percepção política da sociedade como um todo, com a visão da solidariedade, de trabalho, de servir ao estado e, consequentemente, de servir aos seus cidadãos. Ambos são exatamente o que será o futuro do Brasil do ponto de vista de gestão”, disse Balestrin.

Em sua fala, Lubascher afirmou que o mundo não estava preparado para a abrangência desse momento de pandemia e que os desafios dos governos – portadores de todas as preocupações, principalmente, de todos os anseios da população – estão em encontrar respostas efetivas para solucionar esses acontecimentos. “Cada região tem uma característica diferente. E cada momento, de cada cidade, conforme atuação enérgica de cada prefeito e conscientização de cada cidadão, tem resultado diferente”, destacou o presidente do Chapter Paraná do CBEXs.

Plano São Paulo

Em sua exposição, Patrícia abordou o Plano São Paulo para conter o avanço do novo coronavírus. De acordo com a secretária, trata-se de muito mais que um projeto de retomada, sendo, portanto, um plano de gestão e convivência com a pandemia, uma necessidade que precisa ser encarada.

O estado de São Paulo já gastava 9% do PIB com saúde e aumentou os recursos na pandemia. A estratégia para a retomada econômica está baseada em um plano de gestão e convivência, com gatilhos para aumentar ou flexibilizar medidas restritivas. A iniciativa deve perdurar enquanto não houver vacina para imunizar a população.

“Um dos desafios que o mundo está tendo agora é que, em muitos lugares, o trabalho de retomada foi feito de forma sequencial, com um plano de reabertura, e várias regiões estão sofrendo os repiques da pandemia e acabam tendo que fazer um novo plano, mudanças de legislação, decretos, entre outros. Um ponto importante é a estabilidade que esse trabalho tem nos trazido. Estamos na terceira edição do plano, enquanto muitos países estão tendo que editar os seus dezenas de vezes, trazendo confusão e instabilidade. O importante são regras claras, transparência e estabilidade do trabalho”, enfatizou Patrícia.

A secretária evidenciou também que o governo leva em consideração as recomendações de dois órgãos consultivos que tratam da economia e da saúde e que eles estão em sintonia nas decisões. Ambos são independentes e dão todo o respaldo técnico necessário, cujo governo estadual tem seguido à risca. De acordo com ela, o melhor para a economia é a saúde e vice-versa.

“A nossa mensagem para profissionais de saúde e prefeitos é que a testagem precisa se expandir. Temos que reduzir cada vez mais a subnotificação de casos e garantir o isolamento de contatos. Se não fizermos isso, entraremos no pior cenário, que é reduzir o número de casos, mas aumentar o número de internações e de óbitos. Temos que diminuir o número de casos graves e minimizar ao menor número possível as perdas de vidas no estado e em todo o Brasil”, disse Patrícia.

Equilíbrio

Para Silva, encontrar o equilíbrio entre economia e saúde é o que sua gestão tem buscado todos os dias. Ele salientou que a maior preocupação do governo do Paraná é como se dará o futuro, do qual se entende como sair da crise, retomar a atividade econômica e proteger a população.

O secretário frisou que a saída definitiva só virá com a vacina e que se tem avançado em acordos com a China e com a Rússia para testes e produção dela no Paraná, cujos recursos para a compra do imunizante – assim que estiver disponível – já foram destinados.

“A pandemia, além da crise na saúde, traz outras crises de reboque: a crise fiscal; as dificuldades e complexidades da manutenção da estrutura do estado, porque isso impacta o caixa; e a crise econômica, com os empregos que serão perdidos. Mas é importante sempre olhar o cidadão, a dignidade; buscar alternativas para que as pessoas e suas famílias estejam minimamente atendidas”, falou Silva.

O secretário reforçou que o governo paranaense não apenas fortaleceu todo o sistema de saúde, abrindo mais de mil novos leitos de UTI e testagem em massa, como também criou programas sociais, a fim de atender a população, e linhas de crédito para apoiar as empresas, principalmente as micro e pequenas.