22
Out
2019

CONEXs 2019: Portugal enfrenta envelhecimento da população com medicina preventiva e atenção primária

Por: Marketing CBEXs

Executivo português aborda soluções globais para enfrentar os desafios da saúde

Alexandre Lourenço – Presidente da Associação Portuguesa
de Administradores Hospitalares e Francisco Balestrin

Em Portugal, a assistência social visita residências de idosos para verificar se há tapete solto, corrimão e outros detalhes simples que podem evitar quedas, fraturas de fêmur e outras complicações médicas comuns à faixa etária. Essa foi uma das lições abordadas na palestra “O Executivo da Saúde global e seus desafios”, durante o Conexs (Congresso Nacional de Executivos da Saúde) de 2019, no último dia 15, em São Paulo.

Assim como o Brasil vem enfrentando o aumento de custos da saúde decorrente do envelhecimento da população, Portugal também sofreu com isso, explicou o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço, que ministrou a palestra a convite do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde), organizador do evento.

“Um dos desafios do sistema de saúde para enfrentar o envelhecimento foi ter a capacidade de dar uma resposta social após a entrada dos idosos na urgência”, explicando que a atenção primária comunica uma equipe que visita os idosos e acompanha esse desfecho.

Alexandre Lourenço – Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares

Segundo Lourenço, outro desafio enfrentado por diferentes países é o alto custo de alguns tratamentos com novas tecnologias, como a terapia celular. “Há medicamentos aprovados pelo FDA que custam US$ 2 milhões por paciente. É impossível garantir isso”, disse.

Mediador da conversa, o presidente do CBEXs, Francisco Balestrin, questionou se há ações judiciais que busquem obrigar o fornecimento de medicamentos de alto custo em Portugal, como ocorre no Brasil. A resposta foi negativa. “Não existe judicialização da saúde em Portugal, mas há a pressão do quarto poder”, disse o executivo, mostrando slides com reportagens da mídia lusitana retratando o tema.

De acordo com ele, uma das principais diferenças entre os sistemas de saúde do Brasil e de Portugal é que, enquanto no Brasil o sistema é muito baseado em prestação pública, em Portugal o atendimento nunca foi totalmente público e há diversas parcerias público-privadas. “Com isso combatemos fraudes, evitamos desperdícios e oferecemos um melhor atendimento”, explicou Lourenço.

Outra solução para reduzir custos hospitalares adotada globalmente citada por ele são as compras conjuntas. “A Noruega conseguiu reduzir em 30% o valor de medicamentos dessa forma”, completou.