22
Out
2019

CONEXs 2019: Olhar voltado a pessoas e inovação é essencial para transformar o setor

Por: Marketing CBEXs

Perfil de líderes da saúde deve incluir competências técnicas e comportamentais

Talk Show – O Perfil do Líder do Futuro

O desenvolvimento da liderança é assunto-chave nas discussões quanto ao futuro do sistema de saúde brasileiro e mundial. Além de conhecer o cenário mercadológico, é preciso saber quais competências profissionais estão atreladas à evolução estratégica do setor. Para isso, o CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde) promoveu, no último dia 15, o talk show “O perfil do líder do futuro” durante o CONEXs (Congresso Nacional de Executivos da Saúde) realizado em São Paulo com o tema “O novo executivo da saúde: lideranças para evitar o colapso”.

Evandro Tinoco – Presidente do CBEXs Chapter Rio de Janeiro

Presidente do Chapter CBEXs Rio de Janeiro, Evandro Tinoco Mesquita destacou que as lideranças da saúde precisam enxergar a importância da qualidade, da segurança e do compliance no processo de transformação do setor. “Os líderes precisam ter zero arrogância, cuidar das pessoas e olhar o paciente no centro do cuidado”, disse ele, destacando que habilidades na gestão humana e da inovação, além de criatividade, são essenciais nesse perfil. Segundo Tinoco, essa adaptação envolve sacrifícios, e no mundo de hoje o futuro projetado refere-se a um horizonte entre cinco e dez anos. “É impossível pensar como será além disso”, pontuou.

Denise Santos – CEO da BP e Conselheira do CBEXs

Mais contundente, a CEO da BP e conselheira do CBEXs, Denise Santos, enfatizou que “o futuro é agora” e que sempre repete a seguinte frase: “Somos as pessoas mais influentes dessa organização”. Atuando na saúde há dez anos, para a líder da Beneficência Portuguesa de São Paulo, mudanças profundas e relevantes dependem principalmente de um processo colaborativo eficiente. “Inovação é colocar vários pensamentos juntos e tirar o melhor desse contexto”, disse Denise.

De acordo com o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico do estado de São Paulo, Américo Sakamoto, o conhecimento está em rede e na rede. “Essa liderança tem que estar preparada para ouvir o paciente, que não é mais passivo e já chega com uma listinha porque pesquisou, por isso os profissionais precisam estar sempre conectados para dar conta dos desafios do dia a dia”, disse o neurologista, que construiu sua carreira na academia, como docente da USP de Ribeirão Preto. Para o médico, o líder do futuro precisa ser capaz ainda de refletir sempre, estar aberto a encarar todas as mudanças tecnológicas e ser um bom gestor de pessoas.

Ana Maria Malik – Diretora-adjunta do PROAHSA, da Fundação Getulio Vargas

Em relação à formação dessas lideranças, a diretora-adjunta do PROAHSA, da Fundação Getulio Vargas, Ana Maria Malik, lembrou que é preciso interceder nesse sentido. “É preciso pensar onde o líder vai se formar, porque não necessariamente será nos serviços ou nas escolas. O cenário está mudando” e destacou que é preciso olhar além do próprio pedacinho dentro do sistema de saúde. “A saúde deveria ser o nosso horizonte. É uma coisa muito mais ampla do que cada elo”, completou ela no talk show mediado pelo jornalista Augusto Nunes, o qual afirmou ter aprendido muito durante o evento.