22
Out
2019

CONEXs 2019: Especialista destaca relevância da telemedicina em países continentais

Por: Marketing CBEXs

Global Chairman da KPMG apresentou soluções de sistemas de saúde internacionais em congresso de lideranças 

Mark Britnell – Global Chairman & Senior Partner Healthcare, Government & Infrastructure da KPMG International

Pela 13ª vez em visita ao Brasil, o global chairman & senior partner healthcare, government & infrastructure da KPMG International, Mark Britnell, mostrou-se surpreso com as restrições do país à prática da telemedicina. Durante sua fala, ele a destacou entre as soluções para a cobertura do atendimento médico em nações com dimensões continentais e distribuição geográficas como as brasileiras.

“Não consigo imaginar de que forma países como o Brasil, a Austrália, o Canadá, a Rússia e a Índia vão sobreviver sem a telemedicina”, disse o britânico em sua apresentação no CONEXs (Congresso Nacional de Executivos da Saúde), cujo tema em 2019 foi “O novo executivo da saúde: lideranças para evitar o colapso”.

Giovanni Guido Cerri – Moderador do painel, o presidente do InRad (Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da FMUSP), Vice-Presidente do ICOS (Instituto Coalizão Saúde) e conselheiro do CBEXs e Mark Britnell

Convidado pelo CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde), organizador do evento realizado em São Paulo no último dia 15, Britnell compartilhou com a plateia sua experiência em gestão e algumas soluções adotadas pelos 77 países que visitou nos últimos 10 anos.

“Todos os sistemas de saúde estão se recuperando da crise global de 2016. Alguns começaram a ganhar mais força, mas não ganharam força de trabalho suficiente”, disse ele, ressaltando que 25% dos médicos do mundo atuam em países que não são o de sua origem e que a defasagem em termos de profissionais se estende a outras categorias da saúde.

“O Japão triplicou o número de enfermeiras, mas ainda precisa de 250 mil delas”, afirmou na palestra focada em mão de obra “Human: Solving the Global Workforce Crisis in Healthcare”, quando enfatizou que “seres humanos sempre serão necessários na área da saúde, muito mais que robôs”.

Autor do livro Em busca do sistema de saúde perfeito, que retrata o funcionamento da saúde em 10 países, incluindo o Brasil, Britnell afirmou que os programas Saúde da Família e Mais Médicos são exemplos para o mundo de soluções maravilhosamente criativas. Entretanto, lembrou a importância da validação dos diplomas estrangeiros para o exercício da profissão em outros países que não o de formação. “É importante que esses médicos tenham seus diplomas validados e sejam julgados pelos mesmos exames que os demais, mas não importa a origem deles. Isso não é novidade.”

Moderador do painel, o presidente do InRad (Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da FMUSP), Vice-Presidente do ICOS (Instituto Coalizão Saúde) e conselheiro do CBEXs, Giovanni Guido Cerri, também manifestou sua preocupação quanto à formação adequada dos médicos. Em resposta ao seu questionamento, o britânico afirmou que uma solução seria uma regulamentação que tornasse os graduados em Medicina que não passassem nos exames uma espécie de “assistente de médicos” até que se qualificassem para o exercício pleno da profissão.

Segundo ele, os exemplos internacionais mostram que um dos papéis do governo é assegurar e estimular a força de trabalho. “Temos ingredientes para aumentar a produtividade do setor da saúde. Somos a segunda maior indústria do mundo e em dois anos seremos a primeira, ultrapassando a agricultura”, previu o especialista.